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Encontros discutem tema ‘Aids e comunidades populares’
O fortalecimento das ações de enfrentamento ao HIV/Aids nas comunidades populares é o tema de trabalho de duas reuniões que acontecem nos dias 22 e 23 de outubro, no Rio de Janeiro.
No dia 22, será discutida a elaboração participativa do Fala, Comunidade 9 – Seminário Nacional de Comunidades e Movimentos Populares na Luta contra a Aids, que é realizado pelo CEDAPS desde 2000. A estrutura do evento, os temas para o debate e as formas de encaminhamento das propostas serão alguns dos tópicos da reunião. O encontro vai reunir representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), dos Fóruns de ONG/Aids de São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia, integrantes da Rede de Comunidades Saudáveis e do Grupo de Trabalho Aids e Comunidades Populares do Fórum de ONG/Aids do estado do Rio de Janeiro, entre outros.
A proposta do CEDAPS para esta edição do Fala (previsto para os dias 9 e 10 de dezembro) é a discussão do tema “vulnerabilidade”, a fim de possibilitar uma reflexão sobre os diferentes fatores de vulnerabilidade à Aids, como a violência urbana, e as estratégias comunitárias de prevenção. Entre as várias respostas comunitárias à epidemia, podemos citar a organização em rede de iniciativas locais e a realização de ações cotidianas de prevenção baseadas em territórios que reúnem diferentes populações como mulheres, adolescentes e jovens, idosos, população LGBT, entre outros. Um trabalho voluntário que articula conhecimento da realidade local, criação de espaços de apoio social e encaminhamento para serviços de saúde.
Os participantes da reunião irão tratar ainda da trajetória da pauta “Aids e comunidades populares” no movimento de Aids e nas políticas públicas, a partir de experiências como a criação do GT sobre o tema no Fórum de ONG/Aids do Rio e a realização do Fórum Aids e Comunidades Populares no VII Congresso Brasileiro de Prevenção, que aconteceu em Florianópolis (SC), em junho deste ano. Este Fórum teve como uma de suas principais propostas a construção de um “Plano Nacional de Enfrentamento das DST/HIV/Aids em contextos populares”, que, entre outros aspectos, deve considerar as especificidades do trabalho de prevenção de base territorial.
Desafios e perspectivas
No dia 23 de outubro, outra reunião irá discutir as possibilidades e os desafios da prevenção as DST/HIV/Aids em favelas e periferias dos centros urbanos brasileiros. Além dos participantes do encontro do dia anterior, este evento contará ainda com representantes do Programa Nacional de DST/Aids, da Assessoria de DST/Aids da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do estado do Rio de Janeiro.
A violação de direitos humanos das pessoas vivendo com Aids nas favelas; a viabilidade do Plano Nacional para Enfrentamento da Aids em Comunidades Populares; o reconhecimento da vulnerabilidade estrutural e da importância da intersetorialidade para o trabalho de prevenção; as dificuldades do acesso aos serviços de saúde; a importância da atuação do Agente Comunitário de Prevenção e Promoção da Saúde; e o acesso a insumos e à testagem anti-HIV serão os assuntos abordados no encontro.
Esta reunião foi organizada pelo CEDAPS e pelo GT Aids e Comunidades do Fórum de ONG/Aids do estado do Rio de Janeiro.
GT Aids e Comunidades Populares
A proposta de um grupo de trabalho sobre Aids e Comunidades Populares foi lançada no 13º Encontro Nacional de ONG/Aids (Enong), em setembro de 2005, durante o Fórum Aids e Comunidades Populares. O fórum reuniu com agentes de prevenção, organizações não-governamentais e grupos comunitários envolvidos no trabalho de prevenção das DST/Aids para debater temas como especificidades da prevenção em comunidades, a sustentabilidade política e financeira das ações de combate à epidemia nestes locais, a falta de reconhecimento da atuação dos agentes comunitário de prevenção, entre outros.
Na ocasião, os participantes deste fórum do Enong 2005 elaboraram uma recomendação, aprovada na plenária final, de que os Fóruns Estaduais de ONG/Aids criassem comissões ou grupos de trabalho sobre o tema. A partir de então, foi formalizado o GT no Fórum do Rio. A primeira apresentação da proposta do GT aconteceu durante o Fala, Comunidade 6, realizado em dezembro de 2005.
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Publicada em 21-10-08
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